Olá, meninas!

porn_website_071025_mn

O tema de hoje é bem polêmico e tem causado controvérsias nas discussões de muitos casais. Afinal, o uso das  redes sociais tem sido um dos principais causadores do fim dos relacionamentos amorosos! Essa é uma situação que tem se mostrado recorrente com o advento da Internet presente quase que em todos os nossos passos. E parece que muita coisa anda fora do lugar! Tanto é que uma pesquisa realizada, em 2012, pelo site Divorce-Online (http://www.divorce-online.co.uk/), apontou que entre os principais motivos das separações estão o uso do celular (citado uma vez em cada oito divórcios), além do Facebook. Um efeito considerado contrário ao conceito da rede virtual, que tem por objetivo aproximar as pessoas.

De acordo com o levantamento, 33% das pessoas que pedem divórcio afirmam que o Facebook é a causa principal do rompimento. Quer saber as razões apontadas pelos participantes da pesquisa? O comportamento inadequado dos cônjuges com o sexo oposto na utilização da rede social. Isso mostra que, infelizmente, a Internet tem sido usada de uma forma na qual as pessoas acabam regredindo e deteriorando relacionamentos. Tudo em nome da libertinagem! E tendo como prejuízo um relacionamento jogado ao vento – que poderia render momentos de alegria plena entre duas pessoas-, confiança mútua e transparência total entre o casal.

Isso porque, como vamos ver na entrevista abaixo, o uso da Internet de maneira descontrolada e em busca de aventura acaba criando nos relacionamentos uma ‘zona proibida’ para o outro parceiro. E é aí que começam os problemas, a desconfiança, as brigas…. Ou seja, enquanto por um lado a Internet é responsável por unir milhares de pessoas à procura de um grande amor, por outro, está destruindo a união de muitos casais. Basta lembrar de algo comum, hoje em dia: você senta numa mesa de restaurante ou bar e não é difícil observar um casal à sua frente que fica o tempo todo respondendo a e-mails e recados nas redes sociais. E os dois mesmos não conversam!

ciume-na-internet-1316464719131_300x300Mas, afinal, o que leva as pessoas a procurarem por aventuras na Internet? Seria libertinagem ou uma dependência virtual criada com as novas tecnologias e o mundo moderno? Seria uma forma de ‘trair’ sem sentir culpa? Pode tudo no mundo virtual? Para nos ajudar com essas dúvidas fui conversar com Dorli Kamkhagi, terapeuta de casais e individual e psicanalista – Doutora – coordenadora de grupos IPq Fmusp.

Confira os temas que abordamos durante a conversa:

Pacientes – “Eles têm relatado o quanto passam a ter uma ‘outra vida’ em suas redes sociais. E isso pode ser justificado por trabalhos que trazem em casa, rápidas checadas nos emails, o celular que nunca é desligado. Parece que o que se passa fora, num mundo irreal, ou seja, virtual, assume cada vez mais um lugar de busca. É como se fosse uma incessante busca que nunca termina…. é a mensagem esperada, os códigos a serem decifrados etc. Na verdade, as pessoas vivem diferentes ‘personas’ e assumem novas e outras identidades num mundo que talvez não exista. Os pacientes não somente falam desta necessidade de se interconectar, como não conseguem nem mesmo desligar as suas incríveis máquinas durante a sessão”.

Sexo virtual – “Os encontros sexuais que ocorrem desta forma podem ser vistos de diversas maneiras, principalmente, como um jeito de não se sentir traindo, mas buscando algo proibido. Então, a pessoa pode ‘achar que controla’ esta situação na qual não existe um envolvimento maior. Ela não se sente totalmente vinculada e pode, portanto, exercer um controle. O que nem sempre ocorre nos vínculos entre as pessoas reais, vivendo num dia a dia sem fantasiar todo um script. Será que é uma traição buscarmos encontros furtivos na calada da noite enquanto o nosso parceiro dorme? Estas e outras perguntas do que é ético ou não são cada vez mais postas à prova desde que vivemos numa realidade na qual ‘quase tudo pode’. É possível trairmos o outro virtualmente, marcarmos encontro, vivermos fantasias e atingirmos determinados êxtases sexuais? Estas e outras questões passam a fazer parte das relações de casais que se manifestam cada vez mais neste contexto, onde parece haver uma zona escura, ou melhor, um território de ninguém: zona proibida. Das fantasias de potência e dominação, ao medo de vivermos um vínculo de verdade no qual devemos, sim, respeitar o outro. Este espaço não deve ser olhado apenas como o jardim dos prazeres, mas também como o território das doenças e do aprisionamento”.

Problemas e doenças crônicas – “É enorme o número de pessoas que acabam viciadas a estes estímulos e não podem sair deste aprisionamento sem que seja feito e dado um suporte médico e terapêutico. Algumas mulheres e homens relatam sentirem-se inferiorizados ao perceberem que o seu companheiro disponibiliza tanto tempo e vive um mundo escondido, “com o outro”, ou melhor, sendo o outro. Triste fim de alguns casais que perdem a possibilidade de criarem um espaço de amor, de trocas de uma relação na qual cada um possui uma voz. Sabemos que para algumas pessoas estas redes sociais só ajudam a viver certas fantasias e a consumar desejos que não podem ser ditos e esclarecidos. Que pena, falar a dois ainda é muito bom”.

Novas tecnologias – “E sobre a questão dos erros de mensagens que caem em lugares que não deveriam cair… que rolo! Como viver num mundo tão facilitador, rápido e perigoso? Será que nos falta prudência, consideração ou estes são valores tão esquecidos? Fantasiar é bom, entrar nas redes sociais é parte de nossa vida, mas estar perto e amar alguém sentindo o cheiro e o calor de sua pele…. é muito melhor”.

Impacto das redes nos relacionamentos – “Não há ainda muitos dados científicos sobre o tema, mas muitos estudos mostram o quanto algumas pessoas vivem uma dependência virtual e sexual como uma adição no relacionamento. Na tela acham que tudo é possível. Será que é? Sabemos o quão perigoso pode ser o limite entre o prazer e a perversão, embora – em grande parte dos casos – andem de mãos dadas. Os limites são tênues e algumas pessoas, quando escapam das telas e vão ao encontro destas pessoas-fantasias, podem ter terríveis desapontamentos”. 

mulheres

E você, já passou por isso? Compartilhe suas experiências conosco!  

Fotos: reprodução

  1. patricia

    jun 25, 2014

    Oi, Francisco.

    Realmente o uso dessas tecnologias, hoje em dia, tem causado muitas brigas, desentendimentos e até mesmo separações. É uma pena! Muitas pessoas se iludem com o mundo virtual e deixam de viver a vida real! Até o momento em que elas começam a perceber a falta que esse mundo real vai fazer na vida delas.
    Tanto é que essa dependência virtual já é considerada doença em alguns casos.
    Desejo que você tenha muita sorte daqui pra frente!

    Continue acompanhando as notícias aqui do blog e participando!

    Abs, Patrícia

  2. Francisco Silva Goumerth

    maio 08, 2014

    Acabei de terminar um relacionamento, porque a minha espos só vivia teclando o seu celular e nunca me dava atenção, desistir de ser virtual.

© Espaco de mulher, 2013. Todos os direitos reservados. layout por sara silva subir