A agência Patrícia Galvão divulga com frequência muitos números que mostram que a violência contra a mulher ainda está longe de ser exterminada do cenário brasileiro. Para você ter uma ideia, 3 em cada 5 mulheres já sofreram violência em relacionamentos, e 70% desta violência acontece dentro de casa.

Ficamos assustadas com o alto número de casos nos quais mulheres são assassinadas por seus companheiros, mesmo com medidas protetivas impostas pela justiça.  Na cidade de São Paulo esse cenário não é diferente. Felizmente, existem pessoas e autoridades buscando soluções, visando combater o problema, como é o caso da Vereadora paulistana Edir Sales, autora da Lei Ronda Maria da Penha.

A iniciativa da parlamentar determina a distribuição do Botão do Pânico para as mulheres vítimas de agressão na capital paulista.  O dispositivo tem o tamanho de um controle remoto de garagem e terá uma conexão direta com a central da Guarda Civil Metropolitana (GCM), que enviará uma viatura para atender a ocorrência. Mas, para terem acesso a esse recurso, as mulheres devem ter registrado o Boletim de Ocorrência.

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A autora de lei afirma que esse dispositivo, além de possibilitar a resposta rápida das autoridades e permitir a aplicação da Lei Maria da Penha, vai combater a reincidência dos casos. Segundo Edir Sales, vai ser possível a prisão em flagrante dos agressores e assim reduzir o número de ocorrências.

“Nós, todos nós, temos que fazer uma corrente para combater esse tipo de violência. A mulher precisa de garantias ao fazer o boletim de ocorrência e essa iniciativa é mais um mecanismo de proteção”, diz Edir Sales que nos conta que projeto semelhante foi implantado, desde 2014, na cidade de Vitória – ES. Lá, 27% das vítimas já acionaram o dispositivo e em 50%  dos casos ocorreu a prisão em flagrante do agressor.

Então, não podemos dizer que a Lei Maria da Penha não foi um avanço. Foi sim. Levou para a mesa de discussões a necessidade de criar uma rede de proteção à mulher. A importância de condenação dos agressores. A obrigação do Estado em criar mecanismos de defesa e várias outras ferramentas para garantir o combate a esse tipo de agressão.

Muitas mulheres ainda não denunciam porque acreditam que nada vai acontecer. A maioria garante que ao denunciar o companheiro, vai sofrer ainda mais violência, mas é preciso sim fazer a denúncia. Em 2014, a Central de Atendimento à Mulher (ligue 180) realizou 485.105 atendimentos, uma média de 40.425 atendimentos ao mês e 1.348 ao dia. Desde a criação do serviço, em 2005, foram mais de 4 milhões de atendimentos.

Cada um de nós, seja você homem ou mulher, deve fazer o possível para ajudar a combater essa triste realidade, divulgando as boas iniciativas como a lei da Vereadora e também orientando as vítimas a procurarem o apoio policial.

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